Music Comes Alive!

A guerra dos Brians - Do the Strand!

Bryan Ferry queria sair bem na foto. Brian Eno queria ser alternativo.

Dois gênios em rota de colisão podem fazer bastante barulho, causar problemas e, eventualmente, produzir obras geniais, onde tudo seu encaixa à perfeição, como 'Do the Strand'.

Uma obra-prima que combina o lado pop de Ferry com o lado intelectual de Eno. A música mais alto astral e dançante do Roxy Music era a escolhida para encerrar os shows e deixar os fãs com uma sensação boa antes de irem para suas casas.

E não era pra menos.

Imagine uma música densa em conteúdo empacotada por um ritmo contagiante. A riqueza das referências é um capitulo à parte. Passeam por reis (Luis XVI), enigmas da arte  (Sphinx e Mona Lisa), obras que destacam a fraqueza humana (Lolita e Guernica), ritmos alternativos de dança (Quadrilha, Tango e Rumba), bailarinos famosos (Lagoulue e Nijinsky) e muitas outras.

 'Strand' era uma dança e uma marca de cigarros inglesa. Para os fãs do Roxy, era um movimento, um estado de espírito, um hino.

Nesse show de 82 em Paris, Ferry fica em transe durante toda a performance, fazendo pose com um cigarro entre os dedos e a franja sobre os olhos. Sabe-se lá o que tomou antes de subir ao palco. Ele dança o ‘Strand’ acompanhado pelas backing vocals, músicos que dançam aleatoriamente, fogos que explodem ao fundo, baterista que toca de cuecas sob o olhar de um Brian Eno incrédulo. O pior é que essa mistura funciona no palco! O público delira ao som de ‘Strand’.

O que eu acho disso tudo? Como diriam os Brians: 'Laissez-faire Le Strand'!

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